sexta-feira, outubro 22, 2010

sexta-feira, outubro 15, 2010

VOLTEI

Dois  anos fora e cá estou, buscando uma identidade e repaginando o visual.

Bora escreverrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrr

Abs

terça-feira, fevereiro 26, 2008

Brasil credor externamente, mas, e internamente???

No dia 21 de fevereiro de 2008, o Banco Central divulgou a nova situação macroeconômica internacional do Brasil, em que passamos de devedores, para credores internacionais, sendo este, segundo Paulo Valle (Secretário-adjunto do Tesouro Nacional), “um marco, um símbolo forte" que vai contribuir para uma aceleração no investment grade (grau de investimento). Mantega também se pronunciou, anunciando números como o nível de reservas internacionais brasileiras, que atingiram US$ 188,5 bilhões, enquanto o total da dívida é de US$ 184 bilhões, e como Valle, disse que esta passagem do Brasil, de devedor para credor no cenário internacional aproxima o país do grau de investimento (investment grade). Mas, será mesmo que merecemos um investment grade?

Para atribuir notas sobre os países, as agências de rating avaliam muito mais do que somente a posição da relação Reservas Internacionais x Dívida, mas sim outros quesitos como, risco político (Local e Regional), disparidades na distribuição de renda, eficiência do setor público, comportamento dos preços nos ciclos econômicos, independência do Banco Central, endividamento do setor público, custo dos impostos, entre outras centenas de condições, e infelizmente, eu não dormi no dia 20 de fevereiro, e acordei logo cedo no dia 21, e vi um Brasil menos desigual, com tributos mais coerentes ao retorno que temos, os políticos não deixaram de ser corruptos e votarem pastas que só interessam a si mesmos, os prefeitos e governadores do país que não se adequaram às leis de responsabilidade fiscal estão sendo punidos como deveriam ser, e a média anual (12 meses correntes) do IPC-BR (Índice de Preços do Consumidor – Brasil – Bens Comercializáveis) de jan/2008 não está 12 vezes maior do que o de jan/2007.

Podemos avaliar o mérito de o Brasil receber um investment grade em dois âmbitos, o político e o econômico. No âmbito econômico, o Brasil até merece, pois a política econômica tem sido gerida de maneira responsável, seguindo o modelo adotado em 1994, mas no âmbito político e nas suas externalidades, o Brasil ainda tem muito trabalho pra fazer e, talvez, este ainda não seja o momento...

Claudino Velloso Borges

terça-feira, fevereiro 19, 2008

Fica o Mito!!!

E Fidel não é mais o comandante de Cuba. Renunciou com um artigo no jornal oficial do governo cubano Granma (nome do iate que levou os revolucionários à Cuba em 1956 para levar adiante a Revolução Cubana). Lá ele cita também trechos de correspondência que enviou ao amigo jornalista - Randy Alonso, diretor do programa 'Mesa Redonda' da televisão nacional. Fica o mito! Alguns órgãos de imprensa e países como EUA e França anunciam que a renúncia simboliza o fim de uma era e uma transição para a democracia. Tenho lá minhas dúvidas!!! Tudo que for dito agora será mera especulação (nome bonito para “chute”, “palpite”, etc.). O que virá daqui para frente é uma incógnita. Mas algumas perguntas devem ser feitas, as quais: Transição para uma democracia? Que, com Fidel vivo, será difícil essa transição. Liberalização econômica? Uma pauta do governo do irmão Raul, como simplificar os trâmites migratórios e até liberar o mercado imobiliário e de automóveis e como o próprio Raul discursou em dez/2007, pretende acabar com um "excesso de proibições". Só que esta liberalização econômica mais abrangente, novamente, será difícil com Fidel por trás como mentor intelectual. Embargo americano então, nem se fala, isso os EUA já anunciaram que não repensarão nada referente mesmo com a renúncia de Fidel, em outras palavras, só depois que Fidelzito “abotoar o paletó de madeira”, que os próprios falcões da Casa Branca idealizam desde a Revolução de 1959. Ou seja, com Fidel vivo, mesmo sem condições físicas, continuará a dar as cartas do jogo, menos do que quando era o Comandante da Revolução, mas agora como, nas próprias palavras de Fidel no artigo da renúncia, como um “soldado das idéias” onde “Será mais uma arma do arsenal com o qual se poderá contar”. Alguém aí falou em Democracia? Rodrigo Carlos Barbosa

sexta-feira, dezembro 21, 2007

Raúl Seixas e a CPMF

“Eu prefiro ser essa metamorfose ambulante do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo” cantava Raulzito no país do futuro (MEU DEUS!!!). O que me faz recordar a música citada foi à cena onde o senhor Artur Virgílio, líder do PSDB, que criou a CPMF no governo tucano, berrar a plenos pulmões contra sua prorrogação e, Paulo Paim, do PT, que foi contra a CPMF, gritar enfurecidamente a favor da mesma. Mas de nada adiantou e a CPMF caiu.

Caiu na semana em que o nosso czar da economia, sr. Guido Mantega, tinha uma entrevista publicada nas páginas amarelas da Veja dizendo que, se a CPMF fosse aprovada, o governo anunciaria no dia seguinte uma redução em etapas para até 15% da contribuição previdenciária sobre a folha de pagamentos. Só que ela não foi aprovada!!!!! Ah, então ele que se auto intitula “social-desenvolvimentista”, no dia seguinte a não aprovação, sugere “criar” um imposto permanente através de medida provisória. Talvez ele quisesse dizer o oposto do que disse antes (parafraseando Raulzito para a mesma música citada), ou seja, temos uma das maiores cargas tributárias do mundo, mas a CPMF não pode acabar, se acabar criamos outro tributo através de uma MP (relação com o governo FHC é mera coincidência) e a pujança dos gastos da máquina continuam como estão. Finda a votação, começa a negociação, porque soluções terão que ser pensadas e aprovadas, pois agora são R$ 40 bilhões a menos nos cofres da máquina pública, logo, Quais as possibilidades do governo e as expectativas do mercado com relação a 2008?

Uma primeira opção do governo seria propor cortes de despesas. O problema é que nesse caso, o principal prejudicado deverá a Saúde, que previa transferência de R$ 24 bi em quatro anos, ou seja, a possibilidade de revisão com a forma e a eficácia de como o dinheiro público é gasto, provavelmente não será posta em pauta, assim como cortes nos gastos com o próprio sistema também não deve ser cogitado. O que é fato é que o governo não sabe cortar gastos, ele sabe cortar investimentos, porém, ele corta investimentos que ainda não fez, somente previu, e que provavelmente, não iria cumprir, ou seja, ele vai cortar na previsão, prevendo então um número menor, e provavelmente vai cortar na execução do previsto, como já é de costume.

Uma segunda opção seria votar numa reforma tributária, só que reforma tributária, deveria significar cortes de receitas, porém Mantega (o cepalino) já retirou a proposta de reforma tributária do Senado, e vai refazer para conseguir diminuir o impacto do corte da CPMF - propondo a criação de outro imposto.

A terceira opção, a mais dura e complexa com relação ao mercado seria a manutenção ou até mesmo um aumento da SELIC para financiar este déficit da receita, o que reflete no desempenho dos contratos fechados com perspectivas de fluxos futuros mais baixos na BMF, por exemplo, isso sem contar o reflexo direto que a taxa Selic tem em relação ao custo de investimento no país, impossibilitando maiores investimentos na produção e desenvolvimento nacional.

Como pregou ou “pragou” o senador Wellington Salgado (PMDB-MG), em tom de premonição, aqueles que votariam contra CPMF “Vão juntinhos para o inferno”, é, pelo andar da carruagem, não só eles senador!!!!!

Claudino Velloso Borges e Rodrigo Carlos Barbosa