Alguém me diz por que o Gustavo Cerbasi escreve no caderno de Economia, vulgo Mercados?
Um lugar para discussões e opiniões onde todo sujeito é livre pra conjugar o verbo que desejar...desde que seja para criar.
sexta-feira, outubro 22, 2010
sexta-feira, outubro 15, 2010
VOLTEI
Bora escreverrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrr
Abs
terça-feira, fevereiro 26, 2008
Brasil credor externamente, mas, e internamente???
No dia 21 de fevereiro de 2008, o Banco Central divulgou a nova situação macroeconômica internacional do Brasil, em que passamos de devedores, para credores internacionais, sendo este, segundo Paulo Valle (Secretário-adjunto do Tesouro Nacional), “um marco, um símbolo forte" que vai contribuir para uma aceleração no investment grade (grau de investimento). Mantega também se pronunciou, anunciando números como o nível de reservas internacionais brasileiras, que atingiram US$ 188,5 bilhões, enquanto o total da dívida é de US$ 184 bilhões, e como Valle, disse que esta passagem do Brasil, de devedor para credor no cenário internacional aproxima o país do grau de investimento (investment grade). Mas, será mesmo que merecemos um investment grade?
Para atribuir notas sobre os países, as agências de rating avaliam muito mais do que somente a posição da relação Reservas Internacionais x Dívida, mas sim outros quesitos como, risco político (Local e Regional), disparidades na distribuição de renda, eficiência do setor público, comportamento dos preços nos ciclos econômicos, independência do Banco Central, endividamento do setor público, custo dos impostos, entre outras centenas de condições, e infelizmente, eu não dormi no dia 20 de fevereiro, e acordei logo cedo no dia 21, e vi um Brasil menos desigual, com tributos mais coerentes ao retorno que temos, os políticos não deixaram de ser corruptos e votarem pastas que só interessam a si mesmos, os prefeitos e governadores do país que não se adequaram às leis de responsabilidade fiscal estão sendo punidos como deveriam ser, e a média anual (12 meses correntes) do IPC-BR (Índice de Preços do Consumidor – Brasil – Bens Comercializáveis) de jan/2008 não está 12 vezes maior do que o de jan/2007.
Podemos avaliar o mérito de o Brasil receber um investment grade em dois âmbitos, o político e o econômico. No âmbito econômico, o Brasil até merece, pois a política econômica tem sido gerida de maneira responsável, seguindo o modelo adotado em 1994, mas no âmbito político e nas suas externalidades, o Brasil ainda tem muito trabalho pra fazer e, talvez, este ainda não seja o momento...
Claudino Velloso Borges
terça-feira, fevereiro 19, 2008
Fica o Mito!!!
sexta-feira, dezembro 21, 2007
Raúl Seixas e a CPMF
Caiu na semana em que o nosso czar da economia, sr. Guido Mantega, tinha uma entrevista publicada nas páginas amarelas da Veja dizendo que, se a CPMF fosse aprovada, o governo anunciaria no dia seguinte uma redução em etapas para até 15% da contribuição previdenciária sobre a folha de pagamentos. Só que ela não foi aprovada!!!!! Ah, então ele que se auto intitula “social-desenvolvimentista”, no dia seguinte a não aprovação, sugere “criar” um imposto permanente através de medida provisória. Talvez ele quisesse dizer o oposto do que disse antes (parafraseando Raulzito para a mesma música citada), ou seja, temos uma das maiores cargas tributárias do mundo, mas a CPMF não pode acabar, se acabar criamos outro tributo através de uma MP (relação com o governo FHC é mera coincidência) e a pujança dos gastos da máquina continuam como estão. Finda a votação, começa a negociação, porque soluções terão que ser pensadas e aprovadas, pois agora são R$ 40 bilhões a menos nos cofres da máquina pública, logo, Quais as possibilidades do governo e as expectativas do mercado com relação a 2008?
Uma primeira opção do governo seria propor cortes de despesas. O problema é que nesse caso, o principal prejudicado deverá a Saúde, que previa transferência de R$ 24 bi em quatro anos, ou seja, a possibilidade de revisão com a forma e a eficácia de como o dinheiro público é gasto, provavelmente não será posta em pauta, assim como cortes nos gastos com o próprio sistema também não deve ser cogitado. O que é fato é que o governo não sabe cortar gastos, ele sabe cortar investimentos, porém, ele corta investimentos que ainda não fez, somente previu, e que provavelmente, não iria cumprir, ou seja, ele vai cortar na previsão, prevendo então um número menor, e provavelmente vai cortar na execução do previsto, como já é de costume.
Uma segunda opção seria votar numa reforma tributária, só que reforma tributária, deveria significar cortes de receitas, porém Mantega (o cepalino) já retirou a proposta de reforma tributária do Senado, e vai refazer para conseguir diminuir o impacto do corte da CPMF - propondo a criação de outro imposto.
A terceira opção, a mais dura e complexa com relação ao mercado seria a manutenção ou até mesmo um aumento da SELIC para financiar este déficit da receita, o que reflete no desempenho dos contratos fechados com perspectivas de fluxos futuros mais baixos na BMF, por exemplo, isso sem contar o reflexo direto que a taxa Selic tem em relação ao custo de investimento no país, impossibilitando maiores investimentos na produção e desenvolvimento nacional.
Como pregou ou “pragou” o senador Wellington Salgado (PMDB-MG), em tom de premonição, aqueles que votariam contra CPMF “Vão juntinhos para o inferno”, é, pelo andar da carruagem, não só eles senador!!!!!
Claudino Velloso Borges e Rodrigo Carlos Barbosa